Ao falarmos do processo psicanalítico existem muitas dúvidas de como funciona uma sessão de análise. Neste artigo você encontrará informações como é uma sessão.
O primeiro passo: achar uma analista
Encontrar uma profissional que faça sentido nem sempre é uma escolha fácil. Entretanto, o que torna uma analista adequada vai desde seu cuidado com a formação até algo pessoal de cada um. Querendo ou não, escolher a pessoa com quem escutará a sua intimidade demanda algum tipo de conexão, que pode variar o motivo para cada um. Já escutei de pessoas que marcaram a sessão por conta de indicações, do meu óculos, do meu mestrado, dos meus posts do Instagram… ou seja, realmente cada um se conectará com uma característica.
A partir do momento que tem a profissional que lhe interessa, o segundo passo é entrar em contato para agendar uma sessão. Neste momento, cada psicanalista conduzirá da sua maneira! De modo que, eu, pessoalmente, em alguns casos faço uma breve ligação ou então faço algumas perguntas, isso varia muito de cada contato.
Fiz o primeiro contato, e agora?
Neste segundo momento, podemos pensar que a análise é uma palavra que pode ser lida no plural, as análises. Visto que não existe a análise, uma análise. Assim, existem análises, e com elas, os mais diversos modos de começar. Entra aqui uma questão tanto do estilo do analista quanto o que cada pessoa irá trazer para a sessão. Não existe um passo a passo que o analista segue.
De toda maneira, esse primeiro momento é para ouvir você, fazer algumas perguntas, localizar de maneira mais clara o que levou o paciente a buscar tratamento. Visto que, mesmo que muitos pacientes relatem marcar sessão por conta da “ansiedade”, essa é uma para cada um. O trabalho psicanalítico é artesanal.
De toda maneira, nem sempre um primeiro encontro pode ser agradável. Pode gerar alguma angustia ou desorganização, o que vale voltar para uma segunda sessão, para poder avaliar o que lhe causou essa sensação.
Qualquer pessoa pode fazer análise?
Sim! A análise não é um processo que exige qualquer conhecimento prévio, o importante é que você esteja interessado. Por isso que cada análise começa a partir de uma primeira demanda trazida pelo paciente — alguém que chega com uma disposição inicial de falar. E que se desenvolve a partir do laço criado com a analista.
O modo como este laço se constrói é único para cada um. A relação entre analista e analisante precisa ser de tempo para tomar sua forma, e permitir que o tratamento alcance
Se, por parte do analisante, há uma disposição inicial para falar, por parte do analista há uma aposta: a de que o sofrimento trazido ali diz de algo que escapa à medicina, algo que não se resolve com explicações biomédicas. Um sintoma que fala.
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